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Só quem tem sorte envelhece

OldManRecentemente uma amiga de infância, quarenta anos nos separam, me colocou em um grupo no Whatsapp onde reencontrei vários amigos da infância e adolescência.

Estão lá as meninas que amei, amo e amarei por toda a minha vida e meus amigos, irmãos, com quem dividi sonhos e ambições. Éramos meninos e meninas e brincávamos. Uma época mais inocente, e muito mais divertida. Estivemos juntos por quatro anos no Colégio Alexandre Farah, em Ricardo de Albuquerque, Rio de Janeiro. Numa época tão distante que o milênio era outro.

Me lembraram várias histórias mas há uma que gostaria de contar e no whatsapp não é possível.

Muitos anos se passaram antes que eu voltasse ao Farah. Certa vez um professor, me convidou para uma palestra. Já era formado, engenheiro, já viajara, trabalhara e ele queria que eu falasse com os alunos, final dos anos 80, começo dos noventa.

Palestra cheia, chata, como todas mas emocionante. O colégio continuava o mesmo. Poucas modificações. Havia ali uma sala, no primeiro andas, que na minha época fazia as vezes de sala de merenda. Em um dos cantos, logo na entrada uma mesa sisuda e na parede uma placa de bronze. Não faço ideia do que estava escrito ali mas, esta placa é o cerne desta história.

Olhei em volta e vi que uma reforma estava em curso. A placa não estava lá. Mas tinha sido tirada a pouco. Talvez um dia ou dois, ainda era possível ver a poeira do entorno e algumas teias de aranha.

Olhei para a placa e caminhando com o prof. Celso. Acho que este era o nome dele. Me foge a memória. Fui caminhando e falando prof. sabe que na quinta série brincávamos de agente secreto e colocávamos mensagens secretas nesta placa. Bem aqui e coloquei o dedo na poeira.

Ali estava um enroladinho de papel. Escrito em código: Frank sexta xadrez sua casa.

Demorou mas recebi a mensagem.